# De 9 a 15 de Outubro, 2026.

100 Ways to Cross the Border

100 Ways to Cross the Border

Amber Bemak

2022 /Estados Unidos, México /84’

Cinematografia (do em gregoκίνημαkinema “movimentos” e γράφειν, graphein “registrar”), também chamada cinema ou sétima arte, pode ser definida como a técnica e a arte que reproduz fotogramas de forma rápida e sucessiva criando uma “ilusão de movimento”[1], assim como a indústria que produz estas imagens. O termo cinema também é comumente utilizado para designar a sala onde são projetados filmes.

As obras cinematográficas (mais conhecidas como filmes) são produzidas através da gravação de imagens do mundo com câmeras adequadas, ou pela sua criação utilizando técnicas de animação ou efeitos visuais específicos.[2][3][4] Mais especificamente, pode ser descrita como o “conjunto de princípios, processos e técnicas utilizados para captar e projetar numa tela imagens estáticas sequenciais (fotogramas) obtidas com uma câmera especial, dando impressão ao espectador de estarem em movimento”.[5] O diretor de arte pode ser descrito como o principal colaborador visual de um diretor de cinema.[6] Também se usa a palavra ‘cinegrafia’, estando dicionarizada.

Os filmes são assim constituídos por uma série de imagens impressas em determinado suporte, alinhadas em sequência, chamadas fotogramas. Quando essas imagens são projetadas de forma rápida e sucessiva, o espectador tem a ilusão de observar movimento. A cintilação entre os fotogramas não é percebida devido a um efeito conhecido como persistência da visão: o olho humano retém uma imagem durante uma fração de segundo após a sua fonte ter saído do campo da visão. O espectador tem assim a ilusão de movimento, devido a um efeito psicológico chamado movimento beta.

O cinema é um artefato cultural criado por determinadas culturas que nele se refletem e que, por sua vez, as afetam. É uma arte poderosa, é fonte de entretenimento popular e, destinando-se a educar ou doutrinar, pode tornar-se um método eficaz de influenciar os cidadãos. É a imagem animada que confere aos filmes o seu poder de comunicação universal. Dada a grande diversidade de línguas existentes, é pela dublagem ou pelas legendas, que traduzem o diálogo noutras línguas, que os filmes se tornaram mundialmente populares.

Amber Bemak é a realizadora de 100 Ways to Cross the Border.

 

 

Quem é, para ti, Guillermo Gómez-Peña?

É um artista incrível, um escritor, um filósofo cujo trabalho admiro.

 

Questionas a estrutura de poder que existe na tua relação, enquanto realizador, com Guillermo, enquanto tema do filme. Quão importante foi isso para ti?

Tem sido um aspecto importante em todo o meu trabalho, desde que comecei a fazer filmes aos vinte anos de idade. De certo modo, essa questão foi a bússola e o ponto de partida do meu interesse e da minha práctica em cinema documental. Acredito que, dada a história e a violência contínua dos media representacionais, é importante incluir esta questão de poder e cinema em todos as obras em que me envolva. Este filme não é excepção e, felizmente, porque o Guillermo enquanto protagonista também trabalha esta questão criativamente, pudemos jogar com isso.

 

O conceito de fronteira tem estado presente em grande parte da tua obra. Que significado lhe atribuis?

Dei por mim a trabalhar a ideia de fronteira possivelmente por ter vivido longos períodos em países onde não nasci, e assim a interagir com as fronteiras dos países, da língua, etc. O meu trabalho mais dramático sobre uma fronteira física foi filmar para e colaborar com Tejal Shah, no seu projecto épico Between the Waves, na fronteira indo-paquistanesa – o Grande Rann de Kutch. Estava a filmar uma cena em que duas pessoas queer tinham relações sexuais de modo extremamente não-convencional, quando fomos apanhados pela polícia fronteiriça; os protagonistas estavam nus, e eu e o resto da equipa tínhamos uma série de câmaras, que eram proibidas na zona da fronteira. Vou deixar esta história em suspense sobre o que aconteceu depois de sermos apanhados, porque é uma história demasiado longa para contar.

Sessões

Culturgest Pequeno Auditório

08 Out — 19:00 / 84’

Cinema São Jorge Sala 3

10 Out — 16:45 / 84’

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